Mais um ano jogado no lixo
Quando a Treecorp assumiu a Sociedade Anônima do Futebol (SAF), o torcedor coxa-branca esperava por uma reviravolta. Promessas de investimentos e de um time competitivo alimentaram a esperança de dias melhores. No entanto, o que se viu foi uma sucessão de erros que culminaram na pior temporada do clube. Mais um recorde negativo, desta vez pela mediocridade em campo, foi conquistado por uma gestão que tem se mostrado incapaz de compreender o tamanho e a tradição do Coritiba.
O afastamento da torcida, um dos pilares históricos do clube, é um reflexo direto da péssima gestão. O coxa-branca, conhecido por sua fidelidade mesmo nos piores momentos, tem encontrado cada vez mais dificuldades para se identificar com o time. Não é para menos: o elenco formado em 2024 foi, em grande parte, composto por jogadores que não têm condições de vestir a camisa alviverde.
Os erros não param por aí. O Departamento de Futebol, responsável por montar o elenco e planejar a temporada, entregou um trabalho abaixo da crítica. Não houve critério na escolha dos jogadores, nem visão estratégica para enfrentar a dura realidade da Série B. Enquanto isso, o torcedor assistiu incrédulo a um time fraco, apático e sem alma em campo.
O grande problema, porém, vai além das quatro linhas. A gestão da Treecorp tem sido um desastre. Ao entregar o clube nas mãos de pessoas sem preparo, ela mostrou desprezo pela história do Coritiba e pelo sentimento de sua torcida. A SAF, que deveria representar um novo capítulo de conquistas e profissionalismo, tornou-se um símbolo de desorganização e promessas vazias.
Diante desse cenário desolador, o que esperar do futuro do Coritiba? Como um clube que parece afundar a cada ano pode encontrar o caminho da recuperação? É evidente que mudanças profundas precisam ser feitas, e isso começa por uma fiscalização rigorosa da SAF. É urgente que alguém assuma o papel de monitorar e cobrar a Treecorp, impedindo que ela continue agindo de forma desleixada e distante da realidade alviverde.
O Coritiba precisa resgatar sua identidade e sua grandeza. A contratação de Mozart para comandar a equipe já é um recomeço, mas passa principalmente pela formação de um elenco comprometido, pela reconstrução da relação com a torcida e, acima de tudo, por uma gestão que respeite e valorize a história do clube. O tempo para reverter essa situação é curto, mas nunca é tarde para começar a reconstrução.
Sobre o autor
Ricardo Alexandre Honório Alves, mais conhecido como Ricardo Honório, funcionário público federal. Coxa-Branca desde 1975, tem como maior ídolo o craque Tostão, maior jogador que viu jogar com a camisa Coxa. Louco por futebol desde criança, tinha como hobby colecionar figurinhas e a Revista Placar, além da leitura diária de jornais esportivos. Com isso desenvolveu o gosto por acompanhar tudo que envolvia futebol e não apenas o Coritiba, o que o tornou Colunista do COXAnautas desde 2005, convidado pelo amigo Luiz Betenheuser, sendo o responsável pelas informações não só do Coritiba, como principalmente dos adversários do Verdão.
Sobre o blog
O Blog "Falando de Bola" é comandado pelo estudioso do futebol Ricardo Honório e visa abordar tudo que envolve o mundo da bola, focando, claro, no Coritiba. Adversários, tendências do futebol atual, táticas, mercado da bola, futebol internacional e tudo que estiver ligado ao tema você encontrará nesse espaço, que tem o objetivo de ser uma verdadeira "arquibancada virtual", onde o assunto é sempre ela: a bola.
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