COXAnautas - com o Coritiba desde 1996

11/01, 13h21 | Falando de Bola | Ricardo Honório Alves

Quanto tempo perdido!

Não é novidade para ninguém os motivos que levaram o Coritiba a fazer uma campanha ridícula no campeonato brasileiro até aqui. Os números por si só provam a inabilidade da diretoria anterior em conduzir o futebol do clube na primeira divisão do campeonato brasileiro. Não obstante a lanterna que ocupa, o Coritiba é o time que mais perdeu, tem o pior ataque e a pior campanha como visitante.

E dentro de casa, onde o time alviverde sempre foi forte, a campanha é lamentável. Em 15 jogos no Couto Pereira, apenas três vitórias, quatro empates e a incrível marca de oito derrotas, ou seja, o Coritiba perdeu mais da metade dos jogos em casa. E o time tem ainda o pior desempenho em gols marcados dentro de sua casa, apenas oito.

Não há como se manter na primeira divisão com retrospecto tão ruim. Mas isso poderia ser completamente diferente se a diretoria de Samir Namur tivesse tido um pouquinho só de inteligência, principalmente em relação ao comando técnico.

A constante troca de treinadores, quatro só no campeonato brasileiro, e as péssimas escolhas a cada treinador anunciado, leia-se Eduardo Barroca, Jorginho e Rodrigo Santana, passando também pela escolha de Pachequinho para dirigir o time em um momento tão importante, podem ser considerados os principais motivos para o fracasso do Coritiba no campeonato brasileiro.

E porque as constantes trocas de treinadores podem ser consideradas o principal motivo para o fato do Coritiba estar na lanterna da competição?

O que vimos no Atletiba, quando o time, mesmo cheio de desfalques, mas jogando de forma organizada, com cada jogador ciente de sua função tática, quase conseguiu vencer o jogo, não tendo êxito apenas pela falta de intensidade e capacidade ofensiva.

E além da organização da equipe, o Atletiba nos trouxe ainda alguns jogadores que com outros técnicos não rendiam absolutamente nada, mas que mostraram no clássico que podem ser aproveitados no restante da competição e até para a outra temporada.

Três merecem ser destacados: Guilherme Biro, Sarrafiore e Ezequiel Cerruti.

Jogando na lateral-esquerda, Biro foi uma grata surpresa. Muito firme na marcação, anulando Carlos Eduardo, principal atacante adversário, ainda arriscou subidas ao ataque, e só deixou o campo por estar sentindo câimbras de tanto esforço. Não custa lembrar que o jogador foi praticamente queimado por Jorginho quando foi tirado de campo com 20 minutos na partida contra o Grêmio. Vendo a atuação dele no clássico, é inadmissível pensar que os treinadores que passaram pelo Coritiba insistiram com William Matheus, mesmo sabendo que o jogador sairia do clube, Jonathan, e principalmente Mattheus Oliveira improvisado por ali.

A constante falta de criatividade do Coritiba na meia-cancha só foi superada em alguns jogos, quando Giovanni Augusto assumiu a responsabilidade praticamente sozinho. Mas ela poderia ser muito bem compartilhada se ele tivesse ao seu lado o meia Sarrafiore, que fez um bom clássico, mostrando muita habilidade e visão de jogo. O meia argentino estreou como titular no jogo contra o Vasco no primeiro turno sob o comando de Jorginho, mas depois daquela partida só foi receber nova chance de começar uma partida sob o comando de Gustavo Morinigo. Entrou no decorrer de alguns jogos e pouco mostrou. A impressão que se tinha, e falei algumas vezes isso na TV COXAnautas, era de ser um jogador desinteressado. Talvez por isso não recebesse mais chances. Até que chegou o técnico paraguaio e Sarrafiore fez uma boa partida, mostrando que a solução para a meia-cancha poderia estar mais perto do que todos imaginavam.

O atacante Ezequiel Cerruti é outro que merece destaque. Mostrando grande disciplina tática, o jogador ainda mostrou grande nível cognitivo, acertando praticamente todas as decisões que tomou em campo. Tendo sofrido uma lesão praticamente em sua chegada ao Coxa, sob o comando de Jorginho e Rodrigo Santana pouco jogou, mas provou que pode ser uma excelente opção de lado de campo ao Coritiba, não só até o final do campeonato brasileiro, como para a sequência de 2021.

Os três casos citados provam o quanto a diretoria do Coritiba errou ao apostar em treinadores fracos, que não conseguiam extrair o melhor do elenco que tinham a disposição. Bastou a chegada de um treinador com um nível melhor, que o time foi melhor escalado e mais bem arrumado dentro de campo, isso tendo Morinigo apenas dois dias de trabalho.

Com o nível baixíssimo do campeonato brasileiro, o Coritiba poderia estar em uma situação bem melhor caso a opção pelo comando técnico fosse feita de maneira acertada.

Lembrando ainda que a cada chegada de um novo treinador, um novo preparador físico também vinha junto, atrapalhando todo e qualquer planejamento físico do elenco, o que resulta no que vimos no Atletiba, um time com um preparo sofrível no segundo tempo.

Saudações Alviverdes
Ricardo Honório

Debate

  • "Concordo com praticamente todos os pontos citados pelo Honório e só contribui para minha visão de que a ideia que "ninguém presta" que boa parte da torcida tem hoje, é muito mais fruto da falta de organização extra campo e das escolhas equivocadas de nomes para o comando técnico. Nisso, acho que a principal missão de Morínigo é agora avaliar e tentar recuperar parte do plantel para chegarem na série B com um pouco mais de "moral".

    Só queria ressaltar que, ao meu ver, Pachequinho foi praticamente peça nula no Coritiba, mas não por culpa sua e sim por todo o contexto em que foi encaixado. Espero sinceramente que ele seja realocado para alguma outra função dentro do clube.

    SAV"

    Leonel Roco | 14/01, 12h38

  • "A Diretoria (diga-se S. Namur) anterior não tinha nem idéia do que estava fazendo na cadeira de Presidente.
    Primeiro, por dar carta branca ao inominável Pastana que, fez do Coritiba um balcão de negócios, trazendo jogadores de baixíssima qualidade técnica, acumulando cabeças de bagre em nossas prateleiras, fora os sem condição física que vinham para o DM e se internavam por lá!
    Segundo, as constantes trocas de técnicos fracos, desobrigados de qualquer obrigação com o clube e sua história.
    Quando tiveram, pela primeira vez, um treinador que venceu fora de casa (Mozart) já estavam negociando com o Jorginho (um treinador limitado, que não sabia mexer no time, trocando 6 por meia dúzia, não tendo alternativas táticas e sempre com o mesmo discurso, além de aceitar um tal de Mateus Oliveira, filho do seu amigo Bebeto, para arranjar uma "boquinha" no CORITIBA. Inclusive, improvisando-o como lateral esquerdo em detrimento dos jovens garotos da base: Biro, Kazu e Angelo!!! Por quê será, quais os interesses?
    Mas, enfim, vamos em frente e acreditar que nossos novos dirigentes inovarão e farão a recuperação do COXA. SAV"

    Washington B. | 13/01, 20h04

  • "Não sei o que vai ser mais difícil: não cair agora, ou tentar voltar ano que vem..."

    Luis D. | 13/01, 14h47

  • "O Bom e que este ano vamos ter Kazu,Keyrresom,Miranda,Ricardinho já e meio caminho andado."

    GUIOMAR S. | 12/01, 18h12

  • "https://esportenewsmundo.com.br/com-contratos-curtos-e-fim-de-emprestimos-coritiba-pode-perder-22-atletas-ate-o-final-do-ano/?utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter - Excelente notícia. Encerramento do contrato de 22 jogadores desse fraquíssimo elenco."

    Tadeu A. | 12/01, 11h46

  • Ver todos os comentários (27)

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Equipe COXAnautas

O Blog

O Blog "Falando de Bola" é comandado pelo estudioso do futebol Ricardo Honório e visa abordar tudo que envolve o mundo da bola, focando, claro, no Coritiba. Adversários, tendências do futebol atual, táticas, mercado da bola, futebol internacional e tudo que estiver ligado ao tema você encontrará nesse espaço, que tem o objetivo de ser uma verdadeira "arquibancada virtual", onde o assunto é sempre ela: a bola.

O Autor

Ricardo Alexandre Honório Alves, mais conhecido como Ricardo Honório, funcionário público federal. Coxa-Branca desde 1975, tem como maior ídolo o craque Tostão, maior jogador que viu jogar com a camisa Coxa. Louco por futebol desde criança, tinha como hobby colecionar figurinhas e a Revista Placar, além da leitura diária de jornais esportivos. Com isso desenvolveu o gosto por acompanhar tudo que envolvia futebol e não apenas o Coritiba, o que o tornou Colunista do COXAnautas desde 2005, convidado pelo amigo Luiz Betenheuser, sendo o responsável pelas informações não só do Coritiba, como principalmente dos adversários do Verdão.

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