
Futebol e Números
O Coritiba entrou em campo 21h45 e era dia no Couto Pereira – um Sol verde e branco pulsava – só não faz parte dessa torcida quem nunca esteve lá.
Em campo o tão cantando “todo-poderoso”colorado, líder do brasileirão jogando com o time reserva, se rendeu. Abdicou de atacar, parou o jogo e contou com a sorte, a violência e a arbitragem para se classificar. Fomos grandes, fomos bravos.
Passado o momento, ainda temos a Série A e a Sul-Americana pela frente – que os números da partida sejam usados para corrigir os erros e manter os acertos.
O scout coletivo mostra claramente o Coritiba pressionando, com um bom aproveitamento nos passes, uma boa quantidade de finalizações – mas com um aproveitamento ainda baixo – e provocando muitos lançamentos do adversário.
Refletindo a pressão alviverde temos uma enorme quantidade de escanteios e cruzamentos realizados, porém sem reflexos no placar. Um treinamento mais intensivo desses fundamentos, bem como um ajuste no posicionamento dos atacantes pode resolver essa deficiência ofensiva do Verdão. Outro problema foi a quantidade bastante elevada de desarmes do Inter, mostrando a qualidade de seus marcadores e a dificuldade de superar sua defesa.
| Coritiba | Internacional | |
| Gols | 1 | 0 |
| Finalizações | 17 | 07 |
| Finalizações em gol | 5 | 4 |
| Escanteios | 15 | 3 |
| Impedimentos | 0 | 3 |
| Total de Passes | 371 | 312 |
| % Acerto Passe | 88% | 80% |
| Cruzamentos | 41 | 12 |
| Lançamentos | 43 | 56 |
| Defesas | 4 | 4 |
| Desarmes | 23 | 44 |
| Rebatidas | 22 | 39 |
| Faltas Cometidas | 16 | 14 |
O mesmo aparece nos números individuais do adversário, onde Magrão, Bolívar, Guiñazu, Álvaro e Sandro se destacaram com muitos desarmes efetuados, o que pode ser também consequência da falta de capacidade de nosso ataque de reter a bola nas proximidades da área adversária. Fato positivo foi o baixo rendimento dos passes de D’Alessandro, mostrando que a marcação alviverde foi bastante eficiente nesse jogador diferencial do Internacional.
Do lado do Coritiba, Márcio Gabriel e Marcelinho Paraíba foram os personagens que deram o tom do jogo, quase 30% da posse de bola do Cori foi desses dois atletas. Nas finalizações, destaque para Carlinhos Paraíba e novamente Márcio Gabriel, mas o primeiro – conhecido pelo seu forte chute da entrada da área – não esteve numa noite com o “pé calibrado”, apesar da grande partida que fez e do destaque que teve nos desarmes, mesmo sendo substituído ao longo do segundo tempo. Ariel, encarnando o espírito guerreiro que se espera do time, fez um lindo gol – mas ainda precisa melhorar sua retenção de bola e seu aproveitamento nos passes, bem como fazer menos faltas nos adversários, apesar de esse último quesito ser influenciado pelo estilo de arbitragem.
Terminada a Copa do Brasil, se for mantida a vontade e a luta vista no jogo de quarta-feira, ainda poderemos esperar bons feitos do Coritiba nas demais competições do ano. Com reforços qualificados e com o apoio da torcida, o time ainda poderá ir muito longe. É hora de trabalhar.
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