AmoDeus
Carta de São Carlos apóstolo aos desditosos.
Naquele tempo, o povo andava sofrido. Vagando macambuzio pelas várzeas como leprosos sifilíticos. Caçoados, chicoteados e chacoteados.
Do lado do cemitério, a par do perpétuo socorro, o alto da glória havia se tornado o monte do calvário. E os outrora espíritos de luz, ora são crucificados em via sacra que não se encerra.
No interior do templo em novena, diante da escassez e da miséria da população, os sacerdotes estavam reunidos a decidir o futuro da cidadela.
O sábio justus, tomou o cale-se em suas mãos, e se dirigiu à plebe rude:
- É comum que durante os festejos de Páscoa deixem ir um dos condenados desacreditados. Quem quereis que libertemos? Perguntou o ungido.
- O que comanda com punhos de ferro, a quem chamam de intocável, ou seu servo corpulento?
- Ambos! Deixe que se vão ambos! - A multidão respondeu.
Colérico, retrucou o altíssimo:
- Não sois vós os que queriam mudanças? Do que reclamam? Fariseus! Não nos escolhestes como seus novos senhores e mestres? O que temem, incrédulos? Somos a Santíssima Trindade! Os três corpos! Crede!
O povo, entreolhando-se, num misto de tristeza, culpa, insegurança e raiva, desejava acreditar nas palavras do profeta. Apedrejado, os de vestes verdes anseiam por esperança.
- Regozijais! Estamos no caminho certo! O da porta estreita! Emendou o profeta.
A multidão podia ver a festa que se desenrolava para além do Jordão. Era dia de júbilo nas terras baixas. Longe do Cristo Rei, para lá de Jericó. Lá onde a persistência e a insistência deram certo. Mas onde havia o maná da competência, da eficiência, que não é visto no morro do calvário.
Mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha, que nosso exército subir aos céus. Pensou o rebanho de ovelhas, sucumbindo silente ao incomplacente pastor.
Palavras da salvação?
Sobre o autor
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
Sobre o blog
O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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