Feliz ano novo?
Sem contar as poças d’agua e os vestiários alagados porque sempre, sem exceção, chove o mundo em São Paulo nessa época, transformando o espetáculo do futebol em uma experiência de polo aquático juvenil digna de olimpíadas.
Mas dizia eu que queria ver um pouco do que nós chamamos de futebol e fui buscar informações sobre nosso esquadrão de fraldas. Qual não foi minha surpresa quando vejo nomes de veteranos como Lucas Ronier, Ruan Assis e o melhor goleiro que tivemos no ano de 2023 dentre os “selecionados” para a Copinha.
Para mim é inexplicável e inaceitável.
O que fazem estes atletas que já disputaram série A de Brasileirão numa Copinha? Qual benefício pode advir disso além de um rompimento de um ligamento em uma disputa de bola contra o zagueiro do poderoso Canaã do Distrito Federal, ou uma torção de tornozelo na grama sagrada, porém acidentada da Rua Javari?
Morisco, que deveria ser o titular, claramente será reserva no time do gênio Guto. Isso se não for o terceiro goleiro, preterido por Luan Polli, ou outro craque que a SAF resolva comprar.
Outras questões do nosso time de meninos merecem destaque. A primeira delas é o nome de um dos nossos goleiros: Marcio Defendi. Um predestinado. Nasceu pra isso. Se não der certo no gol pode ser defensor público, ou mandar currículo pro escritório do festejado advogado de júri Dr. Dalledone.
Os nomes dos nossos meios campistas também provam que os anos 90 acabaram. Sim, eu poderia apenas olhar para o calendário da agenda google e me dar conta de que estamos em 2024, mas para que facilitar? Não tem um atleta que não tenha nome composto: Jorge Vinícius, Henrique Melo, Lohan Milan, Keder Junior, Rafa Fonseca, Rian Alves e Jean Gabriel.
Se o Jorge Vinícius tem nome de dupla sertaneja, e o Rafa Fonseca de ex-bbb que chegou com louvor à semifinal, o que dizer de Lohan Milan? Com certeza estou sendo preconceituoso, mas se esse atleta conseguir, com este nome, ser bem-sucedido no futebol, eu realmente não entendo nada de bola. O único que vai dar certo aí é o Keder Jr. Se, e somente se, alguém transformar ele em apenas Keder, ou Kedinho Carioca. Me cobrem!
É meus amigos... Sinais dos tempos. Viva a geração Alpha, a Inteligência Artifical, os Enzos Gabrieis e as Valentinas Marias! Viva o “planejamento” Coxa que já começa dando fortes sinais de que mudou para o mesmo patamar.
Sobre o autor
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
Sobre o blog
O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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