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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

Finado Coritiba

Era uma vez um time, um clube. O clube não existe mais, ao menos não como conhecemos durante mais de cem anos. Novos ares, novos nomes, mesmas cores, mesmas dores. O time está aí, respirando por aparelhos. Postergando o inevitável fim. Um moribundo em metástase. Bons nomes entram e ficam ruins. Ao contrário da qualidade, a deficiência técnica, física e psicológica parece contagiosa.

O que fica é o mesmo amor de todos nós torcedores, pelo nosso finado Coritiba. Que falece e renasce ano após ano, tentando sempre ser protagonista, mocinho, mas acabando sempre como coadjuvante, ou vilão.

Não há muito o que fazer, sem lateral, meias, centro-avante. Será que temos técnico? Será esse elenco suficiente para a Série B? Continuaremos com os mesmos dirigentes, profissionais (in)competentes? Será que precisamos mudar tudo já ou dar tempo ao tempo? Será o Botafogo um exemplo, ou uma exceção? E o nosso caminho da porta estreita, a verdadeira porta à redenção?
Não há o que comemorar, mas também, ficar triste e brigar por futebol não vale a pena. Temos uma vida, mulher, marido, filhos, trabalho, e outros tantos problemas. Verdadeiros dilemas.

Não há dor que não acabe, nem prazer que perdure. Se o dia de hoje é ruim, amanhã pode ser melhor. Cair é ruim, mas não o fim do mundo. Espero e creio em ver o Coxa grande. Jogando em um Couto que receba decentemente sua torcida. Mais atletas surgindo no novo CT, e mais jogadores chegando, de qualidade, para vestir as nossas cores.

O Coritiba de 2023 pode estar acabado, com seu destino traçado. Mas nosso amor jamais será finado.

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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