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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

O Var e a Várzea

E pensar que alguns amantes do futebol raiz não queriam o uso da tecnologia porque teoricamente acabaria "com as discussões de bar", e as polêmicas oriundas de erros de arbitragem.
Além de um certo grau de ingenuidade, os contrários à tecnologia ainda não sabiam como ela seria usada, e esqueceram de colocar na sua equação mental o elemento humano que comanda o aparato.
Se o VAR fosse um avião e os árbitros os pilotos e copilotos, teríamos vários desastres aéreos com centenas de mortos por semana. Todos por falha humana.
O problema não é a International Board, a FIFA, muito menos a suposta constância nas mudanças das regras e suas interpretações. O problema é a ignorância e falta de bom senso dos árbitros.
Tanto os de campo como os de vídeo, aparentam ser pessoas com severa limitação cognitiva, além de uma fragilidade emocional imensa. Deixam-se influenciar por tudo, pelo que veem, ouvem, e, principalmente, pelo que ainda vão dizer deles nos programas esportivos. Tudo isso exacerbado por um desejo incontrolável de ser o protagonista do espetáculo.
Entre as condutas que comprovam o que digo temos o gesto sempre abrupto e violento ao dar cartão, seja amarelo ou vermelho. Os árbitros parecem que vão bater com os cartões na cara dos jogadores. A síndrome de pequeno poder claramente verificável no diálogo com os técnicos e os atletas, pedindo calma estando mais nervosos que seus interlocutores e tentando impor uma autoridade que não existe.
Aliás o árbitro no Brasil é isso: uma autoridade formal sem qualquer lastro na realidade. Uma autoridade que ninguém reconhece, ou porque é corrupta ou incompetente.

Mas não sejamos injustos, os árbitros comentaristas são ainda piores que os seus colegas de profissão em atividade. Conseguem ser inseguros e covardes na televisão, com auxílio de todos os monitores e fontes de informação possíveis. Imaginem como eram em campo. O VAR é de fato um reflexo de nossa sociedade: um avanço tecnológico entre humanos num ambiente ainda incivilizado chamado futebol brasileiro. O VAR é um perigo: uma Ferrari nas mãos de quem não sabem dirigir, trafegando bêbado em uma rua esburacada cheio de gente na calçada.

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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