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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

Racismo, violência e falta de educação.

Tenho escrito menos por aqui, porque não gosto de me repetir e dizer o óbvio. E também porque meus colegas de site têm descrito o cenário do coxa com muito mais precisão que eu, dando voz a todos nós sofridos coxas-brancas.

Nem ia escrever, mas, o caso do racismo no jogo do Flamengo contra o Bahia, a expulsão justa do Gabi Grosso, e a violência da molecada de Cap e Flu me obrigam a dizer que cada vez mais perco o pouco que me resta de apreço pelo futebol brasileiro.

Todos os casos, aparentemente distintos e desconexos, estão interligados. Falta educação. Falta respeito e formação de caráter. A base dos clubes deveria formar atletas, seres humanos mas apenas forma jogadores pobres de caráter que aprendem desde cedo a fazer cera, a fingir lesões e a desejar ganhar a qualquer custo.

Vendo as cenas da final do sub-17 hoje me entristeci pelo futuro do futebol brasileiro. Está claro que estamos fadados a ter mais uma ou duas gerações de mimados mal carateres que não sabem se comportar, que desrespeitam os mais velhos e não tem a menor noção de autoridade.

Ter de ver e ouvir comentaristas defendendo o Gabi Gol e punindo o árbitro me faz ter ainda mais certeza de que nada mudará e de que o poste continuará mijando no cachorro.

Nao aprendemos nada com o 7x1. Não aprendemos nada com o caso da menina gremista que xingou o goleiro Aranha. Não aprendemos nada com o caso do Juiz Edilson. Na verdade desaprendemos e pioramos. O que se pratica hoje no Brasil é outro esporte. É um insulto chamar isso de futebol. O que se vê nas arquibancadas, nos CT'S, aeroportos, ruas e terminais é uma nojeira, sendo uma ofensa chamar esses delinquentes de torcedores.

Ainda bem que este ano nao tem mais data fifa, e se aproxima o boxing day da premier league. Único campeonato que realmente dá prazer de assistir. Pela lealdade, pela velocidade, pela vontade nobre de jogar bem, e não apenas o desejo pobre de ganhar.

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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