Tomada de decisão.
A segunda é sobre uma impressão que tive após assistir alguns jogos misturados da eurocopa, brasileirao, sulamericana e paranaense.
Quando o Brasil era o melhor do mundo e possuía os melhores atletas de futebol do mundo o diferencial era a habilidade e a força. Diferenciais que sempre fizeram a diferença em nossos atletas, de Pelé e Garrincha a Romário e Ronaldo.
A tomada de decisão, nunca foi o grande destaque dos craques braseiros, mas sim a inventividade e até a irresponsabilidade.
Quando habilidade e força foram mundialmente democratizadas, e o talento sul-americano e africano passou a modelar o futebol de países mais estruturados que os da "periferia mundial", nós brasileiros perdemos o diferencial.
Se a habilidade e a força estão hoje disponíveis ao futebolistas de todos os países, e a criatividade e a inventividade são momentos raros, na maior parte do tempo o jogo é melhor ou pior de acordo com a maior ou menor capacidade dos jogadores no que se refere à tomada de decisão.
Sabe a expressão "jogador burro pra jogar"? É isso. Temos um ativo técnico consistente, porém, desprovidos de poder de decisão. Na Europa existe hoje, por conta da globalização da técnica do futebol, um grande ativo técnico mas com Maior Ativo Intelectual.
O ser humano atleta é melhor criado, quer por questões econômicas, quer por questões sociais. O ambiente do futebol é mais racional, ou ao menos tenta ser mais civilizado e isso forma melhores tomadores de decisão.
Peguemos Neymar por exemplo, um poço de técnica sem qualquer estrutura racional e psicológica para ser um bom tomador de decisão dentro e fora de campo. Em times como PSG, Barcelona com outros atletas bem formados, aptos a analisar os dados do campo, medir sua técnica, capacidade e optar pela melhor jogada, ele até se destaca e o time usa sua irresponsável frieza indolente a seu favor.
Quando na seleção brasileira, cercado de outros como ele, o time cai como um todo, sendo muito mais difícil ao técnico controlar as individualidades e criar esquemas coletivos. A seleção brasileira é personalíssima. Só os indivíduos importam. Você consegue identificar qual o esquema do Tite? Lembra de alguma jogada ensaiada? Deve haver, claro, mas nosso foco é tão individual que nem conseguimos lembrar.
Sem contar na moral esportiva que desde a base é exorcizada dos nossos futuros jogadores em prol das vitórias e do sucesso. Jogador profissional no Brasil tem que gemer, rolar de dor, saber sofrer, saber dar peitada, saber fingir e cavar falta. Isso no Brasil se ensina, vergonhosamente com o apoio dos pais, inclusive, desde os fraldinhas.
Temos corredores, temos criativos, temos habilidosos, temos atores, mas temos sobretudo seres humanos frágeis, mal criados (formados) que se tornam péssimos tomadores de decisão.
Se os atores não são bons não há como ter espetáculo.
Sobre o autor
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
Sobre o blog
O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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