
Histórias do Futebol
Evito escrever logo após o término das partidas. Espero dissipar o calor da euforia ou da desilusão, normais de um torcedor apaixonado. Com a cabeça fria, a análise fica mais impessoal e, portanto, mais realística. Mas, passados quase dois dias, continuo de ressaca devido às últimas apresentações do nosso glorioso.
No segundo turno, tirando a partida contra o Jotinha, o Coritiba não jogou futebol. O que vimos foi um amontoado de jogadores, perdidos na defesa e sem nenhuma criatividade ofensiva, sobrevivendo apenas da lucidez e da genialidade do Alex. Os alas se lançam de ao ataque deixando a defesa comprometida. Quando chegam na frente, usam e abusam dos chuveirinhos, sabendo que nossos atacantes não tem altura e nem características de bons cabeceadores. Parece um time de pelada.
As inúmeras variações tática utilizadas estão confundindo a equipe. Alguns jogadores como Eltinho e o Júlio Cesar estão abaixo da crítica e continuam jogando. O Gil já não sabe se é lateral, volante, armador ou ponta direita. O Chico é zagueiro, volante ou lateral esquerdo? Até o Alex virou centroavante. O elenco é bom mas está sem rumo e inseguro.
Não gosto de criticar a comissão técnica mas está no hora da diretoria rever o assunto. Se não podemos dizer que o nosso elenco é espetacular, com certeza é o melhor disparado, deste Campeonato Paranaense. Quando o técnico começa a inventar é porque não sabe mais o que fazer. Colocar dois laterais direitos numa partida, em que o placar era adverso e precisávamos vencer, é obra para inventores. O resultado, como não poderia deixar de ser, foi pífio. Me lembrou um atleTiba de 1995 no Pinheirão. Paulo Cezar Carpegiani, então técnico do Coritiba, escalou o Jorjão, zagueiro de pouca técnica e muita raça, como centroavante. O resultado? Também foi um fiasco e perdemos a partida por 1a 0.
Só falta o Marquinhos escalar o Pereira de centroavante.
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