
Histórias do Futebol
Com o mundo todo de olho no Brasil, tivemos o início da Copa das Confederações. Torneio que é um ensaio geral para a Copa do Mundo.
Na abertura o Brasil jogou para o gasto. A fraca Seleção Japonesa não deu trabalho. A equipe está evoluindo dentro do espírito Felipão. Joga pelo resultado dando prioridade a composição defensiva. O ponto positivo é que o Neymar está encontrado o seu bom futebol. Junto com a rapidez e criatividade do meia Oscar podem desequilibrar.
A Espanha já mostrou porque é a favorita. Fez um primeiro tempo primoroso contra o Uruguai e no segundo jogou para manter o resultado. O time joga compacto, tanto quando está no ataque quanto na defesa, sufocando o adversário. Com muita movimentação e toques de primeira, a Fúria joga e não deixa jogar. Os números mostraram a sua superioridade com 71% de posse de bola na partida (chegou a 88% no primeiro tempo). É bonito ver craques como Iniesta, Xavi e Fabregas desfilarem toda a sua categoria no gramado.
Mas a grande batalha não está sendo travada nos estádios e sim nas ruas. Com o estopim do aumento nas passagens do transporte publico, o povo resolveu demonstrar o seu descontentamento. O alto investimento do dinheiro público nos estádios, a corrupção e o descaso do governo com a educação, saúde e transporte, levou milhares de pessoas às ruas das principais cidades do pais para protestar. Justamente quando os todos os holofotes da imprensa mundial estão sobre o Brasil, em razão da Copa das Confederações. Sem violência e depredação, protestar é um direito legítimo do povo.
Esta Copa das Confederações vai ficar conhecida como a Copa das Manifestações.
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