
Histórias do Futebol
Começou o segundo turno e voltamos a estaca zero. Voltamos em todos os sentidos. A pontuação foi zerada e nossa estreia, como no primeiro turno, não foi das melhores. O time que vinha evoluindo deu alguns passos para trás e perdemos dois pontos dentro de casa.
Confesso que não entendi a mudança tática. Se o sistema 3-5-2 vinha dando resultado, por que voltar ao 4-4-2 ou 4-2-2-2 utilizado nesta partida? Novamente a defesa ficou desprotegida e, quando o Operário resolveu atacar, após ter sofrido o gol, foi um “Deus nos acuda”. Quase perdemos o jogo. Se o adversário tivesse esta postura desde o início da partida poderíamos até ter sofrido uma derrota.
Será que o técnico Marquinhos entrou na conversa de que o sistema 3-5-2 está ultrapassado? Na minha modesta opinião, nenhum sistema tático é moderno ou ultrapassado. A melhor distribuição de uma equipe em campo depende dos jogadores que estão à disposição. Não adianta querer que o time jogue que nem o Barcelona se o time não tem os jogadores do Barcelona para escalar. A função do técnico é fazer com que o time renda o seu máximo dentro do campo. Para tal, é necessário que a comissão técnica estruture o seu elenco, de modo a aproveitar as suas qualidades individuais e se proteger contra as suas deficiências. Com o 3-5-2 ficamos com uma defesa sólida, sofremos poucos gols e fortalecemos o ataque com a subida dos alas. No 4-4-2 fica um buraco enorme no meio de campo, com o Willian se matando como único volante e a defesa chegando sempre atrasada e no mano a mano. Qualquer adversário, mesmo que não tenha atacantes qualificados, vai nos dar muito trabalho e muitos sustos.
Ainda bem que este teste foi contra o Operário.
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