
Histórias do Futebol
Depois do sucesso do Barcelona, muitos técnicos tentam imitar o time espanhol. Virou lugar comum escutar os técnicos, em entrevistas, dizer que a equipe tem que priorizar a posse de bola. Parece lógico e simples. Se torna lógico porque mantendo-se a posse de bola evita-se que o adversário ataque e, consequentemente, marque gols. Mas não é nem um pouco simples quando o elenco não tem a habilidade de jogadores como Iniesta, Xavi, Fàbregas, Messi e, mais recentemente, Neymar.
Parece que todo o mundo esqueceu que o principal objetivo do futebol é o gol. Sem ele, o time pode até empatar, mas nunca vai ganhar.
Dois exemplos de que a posse de bola não ganha jogo:
1. O Bayern Monique goleou o Barça nas duas semifinais da Copa dos Campeões, apesar da maior posse de bola do Barcelona.
2. A Seleção Brasileira venceu a final da Copa das Confederações, marcando gols em ataques rápidos, deixando os poderosos espanhóis trocarem passes ineficientes no meio de campo.
Por que estou escrevendo sobre isto?
Porque parece que a síndrome do Barcelona baixou no Alto da Glória. O time não consegue armar nenhum contra-ataque. Quando rouba uma bola, opta por trocar passes entre o meio de campo e a defesa, dando oportunidade para o adversário se recompor.
Para voltar a vencer o Coritiba precisa jogar com simplicidade e objetividade. Com contra-ataques rápidos e mais finalizações. É melhor perder a bola no ataque do que nos infrutíferos passes curtos no meio de campo.
Não se pode esperar um Barça com jogadores do nível técnico Julio César, Arthur e Bill.
Em vez de efeito, vira defeito Barcelona.
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