
Páginas da Bola
René Simões surpreendeu ao conceder uma entrevista a um jornal de Curitiba quando falou sobre aquilo que achei que ele menos conhece, os esquemas-táticos.
Disse René (e aqui não está em discussão o nome do técnico e nem se trata de um pedido para a sua volta, a proposta é mesmo falar do 4-3-3) que em seu próximo trabalho sua equipe irá utilizar o 4-3-3 como esquema tático, citou ainda os exemplos dos clubes da Europa, falando especificamente do Machester United.
A dúvida é: no Brasil, país em que não se foge muito do tradicional 4-4-2, ou do 3-5-2 (brasileiro) e até do 4-5-1, daria certo um esquema com 3 atacantes? Algumas experiências já foram feitas, a mais marcante delas por Roberto Fernandes, no Náutico em 2006, os resultados foram bons porque o time marcava muitos gols, mas o esquema não chegou a cativar nossos técnicos.
Obviamente, qualquer esquema tático precisa de peças de qualidade para funcionar bem, qualidade e muito treinamento. No nosso caso - o COXA - não conta com tantas peças de qualidade para implantar esse esquema, mas com o que temos, vejo que até seria possível. Os poucos jogadores de reconhecida qualidade que temos para a frente, Marcos Aurélio e Marcelinho Paraíba, nos dão a impressão de que se adaptariam facilmente a este esquema, em virtude justamente da constante movimentação destes jogadores, que seriam aqueles que fariam as jogadas pelos lados. Assim, faltaria o jogador centralizado, vaga a ser disputada por Hugo e Ariel (no atual elenco). Pedro Ken, Renatinho e Carlinhos Paraíba disputariam uma vaga de meia-armador, porque o meio-de-campo teria que contar com dois jogadores com fortes características de marcação. E aí, seria o 4-3-3 o esquema ideal para solucionar o problema da escassez de gols do Cori com elenco que temos hoje?
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