
Páginas da Bola
O Blog Falando de Bola fará uma série de três posts dedicados exclusivamente a falar sobre o time do Internacional. O elenco Colorado será abordado sob todos os aspectos, os pontos fracos e fortes serão exaustivamente comentados. Um a um, iremos analisar os titulares, também falaremos um pouco a respeito dos prováveis substitutos daqueles que por um motivo ou outro irão desfalcar time gaúcho em alguma das partidas, casos de Guiñazu, Nilmar e Kleber, o primeiro por suspensão no primeiro jogo e os dois últimos em razão da convocação para defender a seleção brasileira, caso não sejam liberados por Dunga para se apresentarem após a partida de volta no dia 3.
O primeiro post irá discorrer sobre o setor defensivo, o segundo abordará o setor criativo e ofensivo do Internacional e o terceiro falará sobre os panoramas do jogo.
Setor defensivo
Lauro: O goleiro que se destacou pela Ponte Preta agarrou a vaga de titular do gol do Inter neste ano de 2009. A palavra que melhor define este atleta é regularidade. Lauro não é um extraordinário goleiro, mas tem conseguido manter uma média considerável de boas atuações. O ponto forte do arqueiro é a boa colocação embaixo do gol e a agilidade em defesas à queima-roupa. Como ponto fraco Lauro tem as saídas de gol e as reposições de bola.
Bolívar: Zagueiro de origem, Bolívar tem passagens por Grêmio e Mônaco da França, ele atua há algum tempo improvisado na lateral-direita, revelando a carência da posição no elenco Colorado. Bolívar é importantíssimo no esquema tático de Tite, porque desempenha um papel que envolve inclusive a forma como o adversário vai jogar contra o Inter. Supondo uma fragilidade por aquele lado, os adversários buscam atacar por ali, mas invariavelmente encontram dificuldades pela qualidade defensiva do jogador. O ponto forte de Bolívar, obviamente, é seu poder de marcação e boa qualidade técnica para saídas de jogo. O ponto fraco do lateral quando atua como tem atuado é o apoio, já que ele pouco chega ao ataque.
Álvaro: O zagueiro revelado pelo São Paulo e que esteve por muito tempo no exterior foi trazido no ano passado pelo clube gaúcho para compensar a perda de Fabiano Eller, com atuações regulares Álvaro conquistou a posição de titular e vem agradando Tite. O ponto forte de Álvaro é qualidade na bola alta, tanto defensivamente quanto ofensivamente. O ponto fraco é lentidão e a violência, Álvaro costuma chegar atrasado em muitos lances, fazendo faltas desnecessárias.
Índio: Titular da equipe gaúcha há muito tempo o zagueiro é um dos principais lideres do elenco e um dos xodós da torcida. Não é à toa, o xerifão da zaga é um zagueiro de boa qualidade técnica e forte poder de desarme, além disso, Índio costuma fazer seus gols quando vai para o ataque nas bolas paradas. O principal ponto forte de Índio é a boa colocação nas bolas paradas, defensiva e ofensivamente. O ponto fraco de Índio também é a lentidão, o zagueiro tem sérias dificuldades para marcar atacantes rápidos.
Kléber: O lateral-esquerdo Kléber, revelado pelo Corinthians, com passagem marcante pelo Santos e diversas convocações para seleção brasileira há muito tempo não justifica sua fama, sendo, inclusive, que suas convocações costumam ser as mais contestadas pelos críticos, devido a absoluta falta de boas atuações. O ponto forte de Kléber é o apoio, o lateral dispõe de uma boa qualidade nos cruzamentos para a área. O ponto fraco de Kléber é a marcação, visivelmente fraco neste quesito, o lateral é facilmente batido pelos adversários.
Sandro: Revelado na base colorada, Sandro é um dos principais pontos de equilíbrio no setor defensivo do Internacional. A força física e a qualidade técnica do volante chamam a atenção. O ponto forte de Sandro é o forte poderio de marcação aliado à boa qualidade nos passes e à imposição física. O ponto fraco é a lentidão para recompor a marcação.
Magrão: O experiente volante é um velho conhecido da torcida Coxa-Branca, que ainda guarda na memória o violento lance ocorrido no Brasileirão de 2004, num jogo disputado no Palestra Itália entre Palmeiras e Coritiba, quando com uma entrada violentíssima Magrão fraturou o pé do atacante Adilson "Popó" (que teve rápida passagem pelo Cori). O tempo passou, mas o jogador continua desleal na maioria dos lances, abusando de carrinhos e chegadas maldosas. O ponto forte de Magrão é boa qualidade nas bolas alçadas na área e a boa chegada ao ataque. O ponto fraco é a instabilidade psicológica, que muitas vezes leva o jogador a atitudes violentas, ele também reclama bastante com a arbitragem.
Conforme visto, o setor defensivo do Internacional como um todo, tem como principal característica a boa qualidade na bola alta e a principal fragilidade é a lentidão dos zagueiros e volantes. O lado esquerdo deverá ser o alvo do ataque Coxa-Branca, explorando o costado do ala Kléber. Como Guiñazu, que faz a cobertura das subidas de Kleber, não vai jogar e Tite optará por colocar um meia no seu lugar (Andrezinho), abandonado o esquema com três volantes por supor uma fragilidade ofensiva Alviverde, o caminho para o Cori marcar gols fatalmente será por ali, com Marcos Aurélio, Márcio Gabriel e até Leandro Donizete caindo por aquele lado. Assim, o Coxa tem que inverter o jogo e dedicar seus ataques e contra-ataques ao lado direito, sempre jogando com velocidade. Devido às características dos defensores colorados e o fato de o Inter jogar embalado e em casa, Ariel não seria uma grande opção. Talvez a colocação de Renatinho para ter dois jogadores rápidos explorando a lentidão da zaga colorada, puxando Marcos Aurélio como um verdadeiro ponta direita seja uma boa opção. Ou, mesmo com Ariel, desde que Marcos Aurélio desempenhe o papel de ponta.
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