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Reflexões em Verde e Branco
Reflexões em Verde e BrancoLuiz Berehulka

Segundas impressões

Belo jogo! Campo molhado, pesado, time ainda “em entrosamento”, testes sendo feitos, elenco sendo formado... E mesmo assim um placar clássico, inapelável e mais uma boa apresentação do conjunto alviverde que vem se estabilizando.


É complicado fazer uma efetiva “análise de desempenho”. Considero até injusto isso num momento tão de início. As pernas ainda pesam, o tempo de bola ainda não é o ideal, entrosamento idem. Mas é público e notório que este elenco 2015 tem grandes possibilidades de nos trazer, minimamente, um “ano tranquilo”.

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Gostaria de apontar alguns destaques:

1 – A drenagem do Monumental do Alto da Glória. Fantástica! Qualquer um que tenha visto o dilúvio que acometeu Curitiba a minutos da partida, cravava que não teria jogo. E ao contrário, não só tivemos, como o tivemos num tapete surpreendentemente digno. Aos críticos da “idade” do Couto Pereira, cabe a reflexão de alguns conceitos.

2 – Raphael Lucas. Não só pelos gols que fez nestes dois primeiros jogos, mas principalmente pela movimentação e a técnica usada no segundo gol de ontem. Domínio perfeito, drible de corpo, limpada e toque consciente... Lembrou o próprio Keirrison quando surgiu com seus gols simples, mas técnicos e eficientes. Hora de tirar aquele contrato da gaveta e analisar com carinho as cláusulas, principalmente as rescisórias.

3 – Elenco. Ainda em formação, a escalação está variando, mas tudo tem se mantido no mesmo patamar. Ontem Alan Santos jogou, e jogou bem. Dudu, que era pra ser o novo “Dono da 10”, entrou apenas no segundo tempo e manteve o bom futebol que já vinha acontecendo. Como falei muitas vezes no ano passado: O fato de termos consciência do nosso tamanho e trabalharmos dentro de um patamar plausível, pode gerar um time homogêneo, sem discrepâncias e que tem tudo para destacar-se pela regularidade. Pelo visto, é o caminho que estamos trilhando em 2015.

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Nacional foi um time modesto, porém, em seus domínios sucumbiu ao Coxa. Maringá já era mais qualificado (além de trazer o estigma de não termos ganho nenhuma das 3 contra eles em 2014) e conseguimos um belo placar.

Agora, mais um bom teste para o “Novo Coxa”. Perante sua torcida, no sábado, o Verdão encara o Operário. O Fantasma é um dos “tradicionais” do Estado e tem mantido uma regularidade de bons times.


Se São Pedro ajudar, o fim de semana tem tudo para ser de festa, tanto em campo, quanto nas arquibancadas... Porque o time vem crescendo, moldando-se e começando a entusiasmar.

Um abraço!!
Luiz Berehulka

Sobre o autor

Luiz Berehulka
Luiz Berehulka, advogado, designer, músico e coxa branca desde criancinha! Frequenta o Couto desde sempre e não se contenta em simplesmente torcer, está constantemente contribuindo com o clube e usando seu tempo livre para promover as cores do Coritiba. Foi autor da conhecida versão lenta do Hino Eterno Campeão de Francis Night, já tocou seus arranjos das músicas do Coxa em diversos eventos do clube e é pai do André, o menininho que ficou famoso no Youtube cantando o hino inteiro do Coxa quando tinha só dois aninhos. Sempre que pode está nas redes sociais, debatendo as coisas do seu time de coração e divertindo os amigos (e irritando os adversários) com suas montagens sarcásticas.

Sobre o blog

Sabe aquele bate papo entre torcedores, amigos ou colegas de trabalho? Aquela situação levantada no churrasco, ou aquela dúvida que de repente alguém ouviu do amigo do primo do vizinho do fulano? Então, essa é a ideia do blog! Sem obrigação de seguir uma filosofia, ou mesmo uma tendência, a intenção é trazer sempre temas atuais relativos ao Coritiba, com o objetivo de simplesmente pensar o Coritiba... refletir sobre o Coritiba dentro de uma ótica de torcedor.
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