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Raio X Tático - Guto Ferreira

Brasileirão

COXAnautas traz matéria especial sobre o estilo de jogo do novo treinador do Coritiba.

Raio X Tático - Guto Ferreira
O Coritiba anunciou nesta terça-feira (16/08) o seu novo treinador para a sequência da temporada, trata-se do paulista de Piracicaba, Guto Ferreira. O COXAnautas traz os números do técnico em seus últimos trabalhos e detalha para você o modelo de jogo que suas equipes costumam apresentar dentro de campo.

Últimos três trabalhos de Guto Ferreira:

Sport Recife (2019-2020):

56 Jogos

25 Vitórias

24 Empates

7 Derrotas

59% de aproveitamento

Campeão Pernambucano 2019

Vice-campeão da série B 2019

Ceará (2020-2021):

94 Jogos

41 Vitórias

30 Empates

23 Derrotas

54% de aproveitamento

Campeão da Copa do Nordeste 2020

Primeiro técnico a permanecer no Ceará por todo o brasileirão (2020)

Maior campanha da história do Ceará em campeonatos brasileiros (2020)

Vice-campeão da Copa do Nordeste 2021

Bahia (2021-2022):

47 Jogos

20 Vitórias

10 Empates

17 Derrotas

50% de aproveitamento

Qual o estilo de jogo de Guto Ferreira?

O Sistema de marcação:

As equipes treinadas por Guto costumam ser muito fortes defensivamente e sofrer poucos gols, na maioria das vezes se defendem no sistema 4-4-2, variando algumas vezes para o 4-1-4-1, mas sempre com a ideia de manter as linhas muito próximas e compactas para não ceder ao adversário o espaço entre as linhas. Geralmente suas equipes marcam por zona pressionante, em bloco médio, tentando sempre ter mais jogadores do que o adversário pelo setor de lado de campo, pressionando o portador da bola e impedindo assim que progridam por ali. Principalmente quando joga em casa, Guto geralmente arma suas equipes para pressionar bastante a saída de bola do rival, muitas vezes até com um volante subindo para ajudar na marcação em bloco alto, a intenção dessa pressão é induzir o adversário a erros e chutões sem direção.

A transição ofensiva:

Muito provavelmente essa é a principal parte do ataque das equipes de Guto Ferreira, logo no momento em que o time rouba a bola parte em transição ofensiva de maneira rápida e agressiva, muitas vezes terminando a jogada em segundos já dentro da área com boa concentração de jogadores lá dentro.

A organização ofensiva:

Guto gosta de trabalhar com times muito verticais e de muita movimentação quando encontra o adversário já organizado defensivamente. A ideia central é aglomerar jogadores no setor da bola e progredir pelo campo com passes rápidos, geralmente em triangulações formadas pelo lateral com o 2º volante e o ponta, do lado oposto a jogada sempre terá um jogador bem aberto, dando amplitude a equipe e permitindo a virada de jogo quando a equipe rival está concentrada no setor oposto do campo. O meia não costuma voltar muito para buscar a bola, comumente está posicionado nas costas dos volantes e de frente para a zaga adversária esperando a bola, quando a recebe, busca acelerar o jogo e finalizar a jogada rapidamente. Já quando o oponente acaba de perder a bola e está desorganizado defensivamente, a ideia de partir em contra-ataque com 3 ou 4 jogadores avançando juntos (essa é a principal arma ofensiva dos times de Guto, a grande maioria dos gols sai desta maneira)

A bola parada:

Um dos principais problemas que o Coritiba tem apresentado na temporada é a bola parada defensiva, e geralmente esse tipo de marcação é muito bem estruturada pelo nosso novo treinador sendo um dos destaques positivos do “Gordiola”. Nos escanteios seus times marcam de maneira mista, onde apenas 3 jogadores marcam de maneira individual, um fica mais próximo ao cobrador para inibir a cobrança curta e os outros dois marcam os principais cabeceadores do oponente, o restante marca por zona. Também é em jogadas oriundas de escanteios adversários que surgem boa parte dos bons contra-ataques, quando a equipe rouba a bola já inicia a transição rapidamente para pegar o adversário desprevenido.
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