
Entrevista coletiva
Por: João Carlos Sihvenger
No momento da expulsão do Bruno, o que queria passar para os jogadores que estavam em campo, pois logo em seguida saiu o gol do Grêmio? “Após o gol anulado do Grêmio, durante a revisão do VAR, tentamos reestruturar a equipe, e os ajustes iniciais já estavam sendo feitos durante o primeiro tempo. A expulsão mudou o cenário do jogo, exigindo pequenos ajustes no intervalo, o que levou a equipe a jogar de forma mais agressiva, mesmo com um jogador a menos. Temos a tristeza pelo resultado, mas orgulho no espírito competitivo da equipe e na recusa em desistir de atacar, apesar da desvantagem.”
O que leva deste jogo, que jogava bem com 11 contra 11 e, após a expulsão continuou jogando bem, quais os pontos positivos e negativos? E sobre as substituições e as expulsões? “A primeira expulsão se deu por um risco acidental tomado pelo Bruno Melo, resultando em um cartão vermelho correto, porém infeliz. O segundo cartão vermelho, embora também correto pela intensidade da entrada, foi circunstancial dada a emergência do fim de jogo. Temos que ter atenção em relação às expulsões, pois elas afetam os jogos subsequentes, embora esses incidentes não ocorreram por temperamento ou deslealdade. A equipe compreendeu as dinâmicas e qualidades do Grêmio, mantendo sua essência competitiva apesar de algumas leituras equivocadas durante o jogo. As circunstâncias do futebol muitas vezes impedem que possamos trabalhar em tudo entre os jogos, especialmente com um calendário apertado, mas a equipe tem repertório para jogar com menos jogadores. Os jogadores se tornam mais proficientes em suas funções com o tempo, mas o aspecto negativo foi tomar um gol no final do primeiro tempo com um jogador a menos, apesar de estarmos com uma defesa montada. Ficamos decepcionados por sofrer um gol, especialmente porque somos uma equipe que se defende muito bem.”
Como projeta o próximo jogo, que também é fora de casa contra o Vitória? Não acha que faltou uma marcação melhor no meia Gabriel Mec do Grêmio, o que precisaria ser ajustado? “Precisamos ajustar as dinâmicas, a questão de cobrir o Gabriel Mec às vezes levava a outras vulnerabilidades defensivas e que a equipe precisa analisar as situações para fazer correções, especialmente em relação aos problemas do primeiro tempo.”
O time mesmo com um a menos teve boa posse de bola e não abdicou do ataque, isso é reflexo do teu trabalho ou foi porque encontrou espaço no time adversário? “Nossa equipe sempre busca uma evolução equilibrada, com um sistema defensivo forte e, ao mesmo tempo, desenvolvendo o jogo ofensivo, embora o progresso seja gradual e nem sempre linear. A equipe está num processo contínuo na construção de sua identidade, na expansão de seu repertório e na melhoria de sua competência geral para jogar e competir no futebol. Não há linearidade no treinamento ou no desenvolvimento de equipes, e o objetivo é melhorar consistentemente todos os aspectos do jogo a um nível satisfatório. Tratamos cada jogo como uma final, com três pontos sendo essenciais, e ajustamos as estratégias com base nos treinos e no conforto dos jogadores. Temos o compromisso com a competitividade e a busca por resultados, ao mesmo tempo em que promovemos cuidadosamente a identidade da equipe e melhora das fases do jogo para sustentabilidade a longo prazo.”
O que falta para melhorar a campanha dentro do Couto, sendo que fora dele é uma das melhores campanhas? “Acho que esta resposta já foi dada, visto que perdemos para o Bragantino e São Paulo em condições anormais com jogadores expulsos e gol nos acréscimos, empatamos com o Vasco e com o Fluminense que é um dos melhores times do campeonato, e ganhamos do Remo e do Atlético Mineiro, portanto conseguimos 8 pontos em 12 possíveis nos últimos quatro jogos no Couto”
O que acha que faltou para o Coritiba fazer o gol hoje na Arena, visto que teve chances no primeiro tempo e no segundo, mesmo com um jogador a menos, continuou buscando? “No segundo tempo, com um jogador a menos, o time foi muito seletivo em escolher quando chutar, perdendo muitas vezes a oportunidade de arriscar. No primeiro tempo, a falta de precisão e a tomada de decisão equivocada em relação a passes para companheiros melhor posicionados contribuíram para as chances perdidas. Nesse sentido é muito importante o trabalho contínuo na finalização, pois é um aspecto essencial de nossas rotinas de treinamento, incluindo movimentação, sincronia e formas reduzidas de jogo.”
Concorda que a ansiedade pode estar atrapalhando as jogadas ofensivas do Coritiba e com isso a dificuldade para fazer os gols? “Discordo totalmente, e esclareço que o jogo contra o Athletico do Paraná foi o que tivemos pior desempenho, não fomos nada ofensivos. Nos jogos contra o Santos e Atlético Mineiro, tivemos um crescimento ofensivo da equipe e começamos atacando desde o início e isso não evidencia essa narrativa de ansiedade. Não vejo falta de equilíbrio no ataque da equipe nem a narrativa de ansiedade em nenhum dos três jogos discutidos.”
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)