
Entrevista coletiva
Por: João Carlos Sihvenger
Foi um empate doloroso, mas quero perguntar em relação às entradas de Moledo, Gustavo e Sobral, eles podem ser considerados reforços encontrados dentro do próprio elenco, principalmente o Moledo que entrou e fez gol? “O Moledo teve uma melhora física significativa desde o começo do ano e agora com a ausência do Maicon, ele ganha seu espaço com base no seu desempenho, no treinamento diário e sua dedicação. O Gustavo também teve boa atuação, tem boa qualidade técnica e entendimento tático, então temos que gerenciar o elenco para garantir um desempenho competitivo. Foi um empate com sentimento amargo, especialmente considerando o forte desempenho recente do Internacional, que faz uma campanha de líder nos últimos quatro jogos. O Inter é muito bem treinado e o treinador tem excelentes opões no banco, como Borré, Thiago Maia, Alan Patrick, Bruno Tabata, Vitinho e outros. Com base na nossa análise de dados, o Internacional é identificado como a equipe mais intensa da competição, com alto esforço e intensidade em campo. Apesar de ter saído na frente duas vezes em um jogo difícil, a equipe sofreu um gol nos segundos finais devido a erros defensivos, o que gerou um sentimento amargo. Ficamos chateados por não garantir a vitória, especialmente após criar uma forte perspectiva de vitória contra um adversário muito difícil. Precisamos melhorar as dinâmicas de compactação e pressão à frente em passes para trás para evitar forte pressão do adversário. Superamos os piores momentos antes de sofrer o empate, apesar de enfrentar um adversário de muita qualidade.”
Houve alguma orientação para a equipe recuar no segundo tempo, pois o time voltou muito recuado? “Não houve instrução para jogar defensivamente no segundo tempo, apesar do posicionamento recuado da equipe. Foram feitos ajustes para melhorar o bloco baixo, mas a intenção da equipe é sempre marcar o mais alto possível. Alguns jogadores sentiram a intensidade, nos levando a fazer substituições mais cedo para tentar impulsionar a equipe para frente. A equipe falhou em aproveitar oportunidades de contra-ataque e controlar os espaços defensivos de forma eficaz, apesar do adversário ter tido menos chances perigosas.”
Quais as lições que ficam desta partida, em relação à partida contra o Santos pela Copa do Brasil? “Temos que ter eficácia na tomada de decisões ofensivas e defensivas, como hoje que perdemos oportunidades e que levaram a gols do adversário. A evolução da equipe não é linear, e estamos em processo de crescimento, apesar de estarmos no quinto mês de trabalho juntos. Embora estejamos tristes por não ter vencido, essa indignação os ajudará a amadurecer rapidamente, e temos que ter equilíbrio e justiça na avaliação desse progresso.”
Quanto à substituição para a entrada do Moledo na zaga, não poderia tentar uma substituição para tentar ir mais ataque? “A entrada do Moledo foi feita após observar a mudança tática do adversário para uma formação com dois atacantes. Essa alteração se deve ao fato de que a equipe não estava atacando efetivamente, o que exigiu uma defesa mais forte contra a estratégia ofensiva do Inter que colocou dois centroavantes.”
Como lidar com a frustração de empatar um jogo que estavam vencendo, especialmente considerando o mau retrospecto da equipe em casa nesta temporada? “Temos que gerenciar nossas expectativas, pois somos uma equipe vinda da Série B, vitórias consistentes nem sempre são realistas em um campeonato difícil. A equipe mostrou mais equilíbrio ofensivamente contra o Internacional em comparação com o jogo contra o Atlético Mineiro, apesar de ter sofrido um gol no final. Temos que aprender com os erros e buscar a melhoria em cada jogo, em vez de se fixar em um cenário de 'mundo ideal'.”
Qual a espectativa para o jogo com o Santos na próxima quarta-feira, que deve vir com Neymar de titular? “Eu estava focado no jogo de hoje e vamos estudar o Santos a partir de amanhã, sabemos da dificuldade de jogar contra um time criativo e associativo como o Santos.”
Não acha que está faltando coragem nesses jogos atuais em relação àqueles das primeiras rodadas, quando venceu por exemplo, Cruzeiro e Corinthians? “Não acho isso e cito como exemplos as jogadas agressivas e pressão alta em partidas anteriores, mesmo com um jogador a menos, como por exemplo contra o Grêmio. Hoje, por exemplo, o Pedro Rangel, numa saída de bola, segurou mais, de forma inteligente para criar uma vantagem, demonstrando coragem apesar da impaciência da torcida. Mesmo perdendo e jogando com um jogador a menos em outros jogos, a equipe demonstrou coragem forçando erros e buscando oportunidades. Tenho confiança na capacidade da equipe de se recuperar e manter o foco para a próxima partida contra o Santos”
Como não deixar esse gol sofrido no final, abalar a confiança dos jogadores para o jogo de quarta-feira? “O jogo de hoje, em relação ao jogo com o Vitória, já mostrou nossa capacidade de nos mobilizarmos e dar uma resposta. Temos que alimentar esse sentimento de indignação, para que estejamos sempre alertas, mesmo estando em vantagem. O cenário deste jogo vai variar muito, dependendo da estratégia de jogo do Santos que tem um técnico muito bom e capaz de mudar várias estratégias durante o jogo".
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)