
EDITORIAL
Na reabertura do Couto Pereira, Coritiba e Santos fizerem um jogo eletrizante, perante 34 mil torcedores, num dos melhores públicos em todos os jogos do Campeonato Brasileiro até aqui. Curiosamente, todos os cinco gols da partida foram marcados de cabeça, sendo que Egídio e Nascimento marcaram para o time Coxa-Branca. Falhas de posicionamento e de marcação da até então eficiente zaga coritibana, resultaram em cinco minutos de total desatenção, quando o time paulista conseguiu fazer três gols e definir o jogo ainda no final do primeiro tempo. O placar final de 3x2 para os visitantes fez com que o Cori ficasse agora na 11ª posição na tabela. A torcida Coxa foi um show à parte, voltando a fazer do Coxa um time vibrante e valente, que buscou a vitória durante todos os noventa minutos. Ao final, a garra dos jogadores do Verdão foi recompensada com aplausos de milhares de alviverdes que foram ao Alto da Glória. Na próxima semana, o Coxa enfrentará o alviverde paulista, o Palmeiras, domingo, 18h10 também no Couto Pereira.
O Coritiba teve trinta de um futebol eletrizante, com passes em alta velocidade, muita troca de posicionamentos e ataques arrasadores, que deixaram os torcedores do Cori alucinados com o novo Couto Pereira e com a apresentação alviverde no início do jogo.
Lopes surpreendeu muita gente, ao .colocar Souza no time titular, já que ele havia treinado com Alcimar durante a semana entre os titulares. Na frente, outra surpresa, pois Lopes optou por manter Nunes e Marciano, deixando Tiago e Alexandre no banco, mesmo com o bom desempenho da dupla de atacantes que veio de Irati.Ao final da partida, o treinador coritibano afirmou que ambos os jogadores não foram lançados desde o início do jogo por falta de condições físicas ideais para atuar 90 minutos.
No início da partida, o Coxa levou muito perigo ao time paulista, quando Nunes cabeceou bem, mas a bola subiu um pouco e acabou saindo.
Souza e Jackson impunham um ritmo alucinante à partida, ampliando a dinâmica de jogo pelas laterais, possibilitando que tanto Ricardinho como Rafinha levassem muito perigo ofensivo ao campeão brasileiro da última temporada.
Em poucos minutos de jogo, o Coxa atacou forte, em duas conclusões de Nunes. Na primeira, ele recebeu a bola cruzada pela esquerda por Marciano, antecipou-se ao zagueiro e conclui por cima das traves; na jogada seguinte, o atacante do Verdão ganha na velocidade, entra pela direita e no bico da grande área chuta rasteiro, mas sem direção.
No ritmo da torcida Coxa, que cantava sem parar, o Alviverde foi para cima do Santos até marcar seu gol.
O Cori levou grande perigo aos 25, quando de um cruzamento vindo pela esquerda, o atacante Nunes raspou de cabeça, a bola passou por Egídio e bateu no pé da trave, saindo paralelamente pela linha de fundo. Na seqüência de jogada, o Coxa chegaria ao primeiro gol: numa cobrança de escanteio de Ricardinho, Egídio entrou pelo meio da área e cabeceou para as redes.
Nem bem o time paulista deu a saída de bola, Ricardinho roubou a bola e avançou pela esquerda, quando foi atingido por Bóvio, que foi expulso.
Com a vantagem numérica e no placar, se esperava do Cori ampliar a sua força ofensiva, o time recuou, dando espaço para o alvinegro paulista.
Esperando o Santos no seu campo de defesa, onde marcava por pressão, o Cori acabou dando espaços para o time paulista, que virou o placar em apenas cinco minutos. Aos 42, o ala-direita Paulo César cruzou e o meia Fabiano, que entrou na partida para recompor o meio de campo do alvinegro, devido a expulsão de Bóvio, livre de marcação empatou o jogo.
Dois minutos depois, a repetição do lance: novo cruzamento pela direita, e Fabiano livre na área cabeceia novamente para o gol, inapelável para Fernando.
Já nos acréscimos, aos 47 minutos, Ricardinho bate uma falta pela direita e Robinho, livre de marcação, cabeceia para fazer o terceiro gol dos visitantes.
No segundo tempo, Lopes muda o Coxa, tirando Nunes e Souza para as estréias dos atacantes Alexandre e Tiago no jogo. A alteração deixou o time Coxa mais veloz no ataque, num 4x3x3.
Logo aos 3 minutos da etapa final, o goleiro santista evita o gol do Cori, numa boa cobrança de falta com Vital, que obrigou o goleiro santista a se esforçar bastante para evitar o gol do Verdão.
Empurrado pela torcida Coxa, que cantava sem parar, o time coritibano forçava o ataque, fazendo os paulistas se postarem mais defensivamente, com a volta de Deivid para marcar no seu próprio campo.
Em poucos minutos, o Cori fez o Couto tornar-se uma verdadeira panela de pressão, com a torcida Verde cantando insessantemente. Numa boa jogada de Marciano, o atacante do Cori entra pela direita, finta o goleiro e arremata para o gol, com a zaga afastando a bola quase em cima da linha.
Aos 15 minutos, embalado pela torcida Coxa que incendiou o jogo, o capitão Nascimento fez o segundo do Verde, cabeceando para o gol depois de um escanteio bem cobrado por Ricardinho, que funcionou bem nas cobranças de bola parada.
O treinador praiano tira Robinho para a entrada de Zé Elias, para fortalecer seu esquema de marcação nos três atacantes do Cori.
Na base da garra e do apoio da massa Alviverde, o Cori teve uma ótima chance para fazer o terceiro, mas a bola caprichosamente bateu na trave e saiu, aos 21 minutos, quando Alexandre quase empatou, cabeceando a bola contra o travessão do goleiro alvinegro.
Aos 24 minutos, o árbitro expulsou Miranda, por falta cometida contra Fabiano. Apesar do rigor merecido nas duas expulsões, o árbitro da partida pecou em não marcar duas penalidades em favor do Cori.
Cinco minutos depois, nova oportunidade para o Coritiba. Tiago cabeceia bem, para boa defesa do goleiro Henao.
Lopes promoveu uma substituição para acertar a zaga Coxa, trocando Egídio por Flávio e trazendo Jackson mais para a função de segundo volante, avançando Vital para o meio de campo ofensivo.
Na base da garra, os jogadores do Cori buscavam de forma incansável o gol, apesar de faltar um maior poder de articulação no meio de campo, que ficou sem Souza na segunda etapa. Aos 35, o atacante Marciano chuta forte, com a bola passando perto da trave santista.
Apesar da força da torcida Coxa, o time paulista se fechou atrás, buscando os contra-ataques com Basílio.
No final da partida, ambos os times pareceram cansados depois de tanto esforço e tantas jogadas de frente. Após o apito final, a torcida Coxa aplaudiu os jogadores do Cori, pelo grande esforço em busca da vitória, apesar de uma certa dose de confusão tática, que fez com que a raça fosse buscada como forma de equilibrar o jogo frente ao atual campeão do Brasil.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)