COXAnautas - Coritiba Eternamente

07/12, 19h53 | Bola de Couro | Felipe Rauen

A gangorra travou.

Na história do futebol paranaense, a participação da dupla Coritiba e Atlético sempre foi como se ambos estivessem em uma gangorra, com ora um em cima e ora embaixo. Às vezes se intrometiam outros, como o Ferroviário e depois o Paraná Clube, mas no mais das vezes a alternância foi entre a dupla maior.

Esta analogia com a gangorra me ocorreu a partir da coluna do confrade Fernando S. Melo, que, embora algumas veemências compreensíveis pela indignação e o vigor da sua juventude, está coberto de razão na comparação que faz entre a ascensão do Atlético e a decadência do Coritiba nos últimos tempos

Realmente estamos ficando para trás e a gangorra travou nos mantendo na parte de baixo.

Até há alguns anos o Coritiba esteve no alto muito mais vezes do que os rivais, como, por exemplo, de 1968 a 1985, quando foi dez vezes campeão estadual e uma do nacional. Mas a partir dos anos 1990 houve alguma igualdade na alternância (período em que o Paraná ficou mais no alto da gangorra), e agora, a partir do atual milênio, na nossa relação temos oito conquistas estaduais e eles sete ao tempo em que conquistaram um título brasileiro. Temos dois vices campeonatos da Copa do Brasil, mas eles têm um mais valioso, o da Copa Libertadores, e já são pelo menos vice-campeões do Copa Sul-americana, com forte possibilidade de alcançar o título e desigualar em muito a diferença.

Não foi sem razão que o ranking da CBF publicado há poucos dias colocou o rival em 9º lugar dentre os clubes brasileiros e nós em apenas 20º, atrás de clubes como Bahia, Sport, Ponte Preta e América-Mg.

E há também diferença na questão patrimonial. É verdade que o rival alcançou o seu moderno estádio à custa de dinheiro público que parece não querer devolver ao erário, mas isso não deve nos consolar. Embora o nosso estádio tenha sido pago com o dinheiro dos coritibanos, atualmente deve ser no mínimo reconstruído, quando não substituído. Eticamente ou não, o fato é que neste aspecto também eles nos ultrapassaram.

Outro ponto que nos distingue há algum tempo é a liderança diretiva. Sabemos que o denominado dono do Atlético age ditatorialmente, mas o fato é que é ativo e tem tido sucesso. Nós, com uma gestão supostamente democrática, na qual cinco membros atuam, há tempo não temos comandante com características de líder, exceto nas passagens de GG e VRA. A atual direção não desperta no torcedor confiança e se mostrou até agora incompetente, com um presidente que não se expõe à crítica e vices que não se tem conhecimento do que fazem (um desafio, diga, amigo leitor, sem pensar muito, os nomes dos demais integrantes do G5).

Enfim, enquanto o rival cresce e se afirma no alto da gangorra, nós nos mantemos sentados na parte de baixo dela, aos poucos afundando mais como se o solo não fosse o nosso limite.

Triste ler isso? Certamente, mas é realidade e temo muito que venha a se agravar com o grupo que atualmente dirige o clube e que, embora o susto de uma ameaça impeachment, até agora não nos apresentou nenhuma ação que permita acreditar que algo vai mudar para melhor.

Debate

  • "Eu não quero desanimar, mas agora com o CAP campeão da Sulamericana abriu-se um precipício entre os dois Clubes e esse lande de "o maior do Estado" é coisa do passado. Também acredito que simplesmente trocar o Samir por outra tiriça mofada do Conselho não resolve. Fiquei entristecido com o fato do VRA - vendido à torcida como o Super Mega Power da administração - tenha dado seu apoio à permanência do Samir. (Obs.: não existe almoço grátis, talvez o Samir venha a tornar-se outro Cirino). Bem, soluções para o Coritiba? Duas, (1) criar um fato novo, que consiga reanimar a torcida, por exemplo, a substituição do Couto por um estádio moderno (com provavelmente a venda do terreno no Alto da Glória) ou (2) um ataque kamikaze e propor ao Paraná uma fusão, embora eu ache que dois incompetentes se unindo não os tornarão uma equipe vencedora. Enfim, algo precisa ser feito, caso contrário veremos de camarote o CAP chegar ao título de até uma Libertadores ou ainda Mundial de Clubes."

    Emerson Faria | 13/12, 09h51

  • "Wilson, foi na 'ferida' cara, contestou a atual diretoria, como invariavelmente todos nós costumamos fazer por aqui, mas, e o que é mais importante, apresentou e/ou sugeriu soluções com as quais ratifico inteiramente.

    "É preciso mudar paradigmas" (2).
    SAV"

    J. Mario | 12/12, 16h38

  • "Excelente coluna como sempre, mas sobre este parágrafo discordo:

    "E há também diferença na questão patrimonial. É verdade que o rival alcançou o seu moderno estádio à custa de dinheiro público que parece não querer devolver ao erário, mas isso não deve nos consolar. Embora o nosso estádio tenha sido pago com o dinheiro dos coritibanos, atualmente deve ser no mínimo reconstruído, quando não substituído. Eticamente ou não, o fato é que neste aspecto também eles nos ultrapassaram. "

    Jamais devemos comemorar o errado, ou achar correto que eles nos ultrapassem de maneira desonesta. A honestidade deve prevalecer acima de tudo, acima de qualquer aspecto. Não é consolo, é não aceitar o que é errado."

    João Paulo | 12/12, 15h29

  • "Infelizmente nosso CORITIBA já acabou. Não se levanta um clube com um centenário de glorias em apenas alguns anos. O estrago feito é muito grande!!! Eu imaginava que estes vermes o fariam até o final de seus mandatos. mas de fato, o fizeram no primeiro dia, na primeira hora que assumiram. Some se a isso tudo, a omissão (ou conluio) do conselho. Havia um fio de esperança quando do pedido do afastamento da nefasta diretoria. A sua incompetência, mais que comprovada, não foi suficiente para o afastamento, ou siquer para alguma composição com verdadeiros CORITIBANOS. NÃO ACREDITO MAIS."

    Antonio D. P. | 12/12, 13h11

    • "É verdade acabaram com o nosso coxa em poucos anos e que será difícil reerguer em poucos anos e a nossa torcida entrou na realidade e não está indo nos estádios; a oposição que fizeram contra o samir deveria impor quando o vilson apoiou este incompetente, se ele não colocasse na elite de 2019 ele pediria demissão; acho que 19 e 20 o nosso coxa ficará mais decadente e sem crédito..."

      Agostinho N. | 15/12, 23h27

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Equipe COXAnautas

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O Blog

O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.

O Autor

Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro". Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Desde fevereiro de 2.009 é Cônsul do Coritiba em Porto Alegre. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.

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